Campanha de adesão ao PCP culmina
num grande êxito

Mais 2127 pela democracia<br>e o socialismo

Terminou no final de Abril a campanha de adesão ao Partido «Os Valores de Abril no Futuro de Portugal», lançada pelo Comité Central em Dezembro de 2013. O objectivo então definido, de 2000 novos militantes, era ambicioso, mas foi largamente superado: o PCP tem hoje 2127 novos membros para dar mais força à luta pela alternativa patriótica e de esquerda, pela Democracia Avançada e pelo socialismo.

O recrutamento para o Partido é uma tarefa de todos os dias

Em pouco mais de um ano, 2127 pessoas tomaram a opção individual de se tornarem militantes do Partido Comunista Português. Uns chegaram a ele «pelo seu próprio pé», culminando um processo de maturação e reflexão pessoal; outros responderam afirmativamente ao desafio que lhes foi colocado por camaradas de trabalho e de luta, coroando com o preenchimento da proposta de adesão ao Partido uma aproximação aos seus valores, ideais e projecto que já vinha de trás. Todos respondendo «presente!» à imperiosa necessidade de travar os exaltantes e exigentes combates impostos pela complexa situação nacional e internacional, marcada pela coexistência de grandes perigos de regressão social com reais potencialidades de transformações progressistas e revolucionárias.

Em tempos marcados pelo aumento brutal do desemprego, da precariedade e da pobreza e por uma vaga de emigração só comparável à dos anos 60 do século passado, são muitos os que se questionam acerca do que podem fazer para mudar a situação. Os propagandistas do grande capital, com os poderosos meios que têm à disposição, pregam o conformismo e a desmotivação, procuram canalizar o protesto para caminhos inconsequentes e repetem que não há alternativa. A opção destas 2127 pessoas de intervirem organizada e colectivamente no Partido Comunista Português surge como uma resposta combativa, confiante e determinada. Ao mesmo tempo que funciona como apelo a tantos e tantos outros que colocam a si próprios a mesma questão e que sinceramente desejam contribuir para a construção de uma sociedade mais justa.

Mas para lá do significado individual da adesão ao Partido de cada um destes homens, mulheres e jovens, com formações, experiências e motivações diversas, há uma dimensão colectiva não menos relevante: a constatação de que se alarga junto dos trabalhadores e do povo o prestígio e vitalidade do Partido Comunista Português, com a sua natureza, identidade e projecto singulares, com a sua forma ímpar de estar na política e com o seu percurso inigualável de resistência e luta pela causa mais avançada que a humanidade produziu. Poucas vezes a expressão «Junta a tua à nossa voz», do refrão do «Avante, Camarada», terá feito tanto sentido...

Orgulho e responsabilidade

Para lá de representar um legítimo motivo de orgulho para o colectivo partidário comunista, um tão expressivo movimento de adesão ao Partido acarreta também elevadas responsabilidades. É que recrutar é apenas o início de um processo que deverá ter continuidade na integração dos novos militantes na vida quotidiana do Partido, contribuindo com a sua opinião, reflexão e disponibilidade para o reforçar política, ideológica e organicamente. A sua integração imediata nos organismos do Partido – existentes ou a criar –, particularmente nas células de empresa, reveste-se de uma importância primordial para reforçar o combate contra a exploração lá onde se dá o confronto entre o capital e o trabalho, onde é mais forte a consciência de classe, onde se travam combates decisivos para o futuro do País.

Cada um dos 2127 novos militantes terá a sua história, a sua situação pessoal e profissional concreta e, em consequência, disponibilidades diversas. Mas é inegável que todos eles trazem consigo uma grande energia e vontade de participação militante. Todos juntos são uma grande força!

Terminada esta campanha, não acaba a necessidade de trazer mais gente ao Partido. Essa é uma tarefa de todos os dias e de todos os militantes.

 

Retrato breve

Entre os novos militantes do Partido, oriundos de todas as regiões do País, incluindo Madeira e Açores, e da emigração, 28,4 por cento são operários industriais ou agrícolas – o que, num quadro de destruição e abandono do aparelho produtivo nacional, não deixa de ser notável. Somando-lhes os 34,4 por cento de empregados, obtém-se uma clara maioria – 62,8 por cento – de operários e empregados. Intelectuais e quadros técnicos são 12,1 por cento e 7,3 por cento são estudantes. Entraram também para o Partido, embora com menor expressão, pescadores, camponeses e micro, pequenos e médios empresários.

Quanto à idade dos novos membros do Partido, 20,4 por cento deles têm menos de 30 anos e entre 31 e 40 anos são 23 por cento (ou seja, 43,4 por cento têm menos de 40 anos). Até aos 50 anos são 64,6 por cento. A percentagem de mulheres é de 35,2 por cento.

 



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